Carlos Lúcio Gontijo

 

       Adilvo Mazzini nasceu em Itoupava, município de Rio do Sul/SC, transferindo-se para Dourados/MS, onde cursou Letras. Professor de língua portuguesa e francês, ele foi diretor de cultura da Fundação Cultural e de Esportes de Dourados, além de fundador e regente do Coral Santa Cecília, que mais tarde recebeu o nome de Coral Guarooby.  Autor independente de cinco livros, sua mais recente obra intitulada “Voz da Montanha” me chegou pelo correio há poucos dias, dando-me a satisfação de tê-la em minha biblioteca, juntamente com alguns outros livros de sua autoria.

       Adilvo se transformou em espontâneo divulgador de meu trabalho literário em terras pantaneiras do Mato Grosso afora. Não conheço pessoalmente o escritor, professor e ativista cultural residente em Dourados, mas com toda a certeza desfruto de proximidade com a sua melhor parte como ser humano. Ou seja, mantenho contato com a sua intelectualidade e sua explícita preocupação em deixar, ainda que minimamente, a sua contribuição para a construção de um mundo melhor, mais justo e socialmente menos desigual.

       Na apresentação de seu livro “Voz da Montanha”, Adilvo Mazzini escreve que “Convém que se tenha claro o passado, para viver-se com dignidade o presente e delinear o futuro”. Dessa forma, Adilvo nos descortina a história da família de imigrantes italianos na qual tem a sua origem e da qual herdou maneiras de levar a sua existência e gerir honestamente a sua vida como cidadão compromissado com o bem-estar coletivo e extremado chefe de família.

       Escreve ele que “Voz da Montanha reporta ao Vale Itoupava, município de Rio do Sul/SC, circundado de grandes montanhas, cujos ecos, em repetições infindas, traziam, como ainda trazem, em seu bojo, o mistério da sinuosidade de que são ornadas”.

       Com bom e leve texto, revestido de bela prosa poética, pois que alicerçado nas asas da sensibilidade e da emoção, Adilvo Mazzini universaliza a história de sua família italiana, fazendo-nos ouvir a religiosidade de sua gente, em fervorosa oração, através da “voz da montanha”: “Oh! Imigrante! Não te esqueças jamais do Deus de teus pais. Lembra-te de que o cume da montanha de tua fé está bem mais ao alto!”

       Carlos Lúcio Gontijo

        Poeta, escritor e jornalista

       www.carlosluciogontijo.jor.br

       06 de setembro de 2016.