JORNALISTA ARIOSTO DA SILVEIRA COMENTA O LIVRO “PALAVRAS SEM IMPRESSÃO”, 27º TÍTULO DE CARLOS LÚCIO GONTIJO.
O LIVRO “PALAVRAS SEM IMPRESSÃO” É UM BÁLSAMO ESPECIALMENTE AOS APROXIMADOS DOS TEMPOS OUTONAIS.
(*) Por Ariosto da Silveira
Caro Carlos Lúcio Gontijo, mesmo aos amigos e admiradores você consegue surpreender com sua rara capacidade de produzir literatura. Chegar onde chegou nesse terreno é um feito para ser festejado. Esse sentido de comemoração senti ao receber “Palavras sem Impressão”, que me provocou uma festa boa internamente, para usar a sua imagem literária.
No delicado bilhete anexado ao livro você mencionou as dificuldades de imprimir uma obra do tipo. Nada mais apropriado a confirmar o seu mérito de atingir a marca invejável de quase três dezenas de títulos. Fica aí atestada a firmeza decorrente da paixão pela escrita, na qual expressa, sempre sem temer rótulos de pieguice, os seus sentimentos em relação aos amigos, família e particularmente à sua Nina.
“Palavras sem Impressão” está, como as obras anteriores, salpicada de manifestações de afeto ilimitado de que se reconhece possuído. Um bálsamo especialmente para os aproximados dos tempos outonais, carregados de dúvidas sobre o passado e inseguros diante da corrida desabalada do tempo em direção ao desconhecido, mas recebem com agrado o seu convite para negar olhares de despedida.
Contando-me na meia dúzia de cinco amigos – outra expressão sua -, como os demais desse círculo não desconheço mas exalto o talento do vizinho de mesa de trabalho no saudoso DT.
Um abraço muito afetuoso.
(*) Ariosto da Silveira
Jornalista, professor e escritor.
PS: Santo Antônio do Monte tem de fabricar um lote especial de foguetes e soltá-los na praça principal em sua homenagem, filho talentoso.
Belo Horizonte, 7 de setembro de 2025.