Quando quero contar sobre mim, são livros o que conto!

(*) Carlos Lúcio Gontijo
  O autor Hermínio Prates, também jornalista e professor, usou o romance “MULHERES E PREDADORES” como ferramenta de jornalismo e momento de aula, fazendo do palco de vida da protagonista Suzana (Suzy) uma extensão dos cenários político, social e artístico do Brasil
  Fica bastante explícito pelo enredo bem tramado que quem procura facilidades, exercendo o famigerado “levar vantagem em tudo”, termina por encontrar tremendas dificuldades.
  “O tempo não se conta pelos invernos e sim pelas primaveras. Viver é ser feliz todos os dias”, escreveu Hermínio Prates à página 283.
  Costumes, conceitos e história política brasileira desfilam em meio à narrativa ficcionista, compondo um só feixe, numa perfeita imitação da vida cotidiana de todos nós, no qual tudo se junta, se mistura e se separa.
  Depois de muita estripulia e sonhos desfeitos à luz da realidade, Suzana se viu “diante da “solidão dos últimos anos e o último fracasso amoroso”, chorou “dentro do elevador que a transportou para a morada da tristeza”.
  A beleza de Suzana se perdera no tempo: corpo e memória eram resquícios do que o Alzheimer lhe permitia recordar.
  Digno observar que, tecendo com habilidade as teias da imaginação no tear das palavras, o generoso Hermínio Prates arrumou jeito de incluir no enredo os amigos jornalistas, escritores, artistas e músicos, nomeando-os após o texto: “Falavam de política, música, literatura e cinema, com um assunto intercalado entre outros. Não conhecia ninguém, é claro, mas ouviu alguns nomes”. E então lascou o meu nome junto ao de outras pessoas, deixando-me cheio de gratidão, pela gentil citação numa das páginas do importante romance “MULHERES E PREDADORES”, que está fadado a ter vida longa nas prateleiras das bibliotecas e nos escaninhos da mente de um punhado de leitores.

Carlos Lúcio Gontijo

Poeta, escritor e jornalista

www.carlosluciogontijo.jor.br

11 de março de 2024.